Portuguesa cria máscaras transparentes para facilitar comunicação dos surdos

SOFIA MIRPURI SÓ OUVE APENAS 40 POR CENTO DE CADA OUVIDO E, EM PLENA PANDEMIA, COMUNICAR TORNOU-SE UM DESAFIO ACRESCIDO


Sofia Mirpuri, de 27 anos, perdeu parte da audição, por razões que a ciência ainda não consegue explicar, aos 14 anos. Hoje em dia, só ouve 40 por cento em cada ouvido e usa aparelhos auditivos que lhe facilitam a comunicação.


Com a pandemia, surgiu um obstáculo na vida de Sofia e de tantas outras pessoas que sofrem de deficiência auditiva: o uso da máscara. Com um pedaço de tecido a tapar a boca dos demais, e a impedir a leitura dos lábios, comunicar tornou-se um desafio acrescido.


O testemunho de Sofia Mirpuri é a realidade de tantos outros portugueses que viram, com o início da pandemia, o aparecimento de vários obstáculos à comunicação. Neste Dia Nacional do Deficiente Auditivo, que se comemora a 23 de abril, a história de Sofia Mirpuri é uma janela de esperança que se abre à vida de muitas pessoas com deficiência auditiva.


A partir deste problema ao nível da comunicação, Sofia Mirpuri teve uma ideia para um negócio que pode fazer a diferença na vida de muita gente: máscaras transparentes que permitem a leitura dos lábios.



O nome da marca apela a isso mesmo também: “Listen to My Lips” (Ouve os meus lábios).


Sofia Mirpuri diz, em entrevista à NiT, que estas máscaras vieram preencher uma lacuna no mercado e melhorar a vida de muitas pessoas. A surdez é invisível e realidades como a que vivemos, que impõe o uso de máscara, podem levar à exclusão ou à discriminação.


E, com uma simples alteração nas máscaras, pode fazer-se uma grande diferença na vida de alguém.


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