Marquise de Ronaldo: arquiteto manifesta-se e Câmara de Lisboa diz que é ilegal

A CONSTRUÇÃO DA MARQUISE NO TOPO DO NOVO APARTAMENTO DE CRISTIANO RONALDO SUSCITOU CRÍTICAS DO ARQUITETO RESPONSÁVEL E DA CÂMARA DE LISBOA

Madalena Costa


Aquilo que, atualmente, está na ordem do dia é a dita marquise que Cristiano Ronaldo mandou construir no terraço do seu novo apartamento de luxo, em Lisboa.


No terraço, que tem um ginásio, uma piscina, um jacuzzi e um ecrã gigante, o craque português decidiu alterar o projeto original da penthouse, que lhe custou mais de 7 milhões de euros, para adicionar um espaço fechado e envidraçado.


Ora, os vizinhos apressaram-se a ficar indignados, segundo o Correio da Manhã, e agora é o arquiteto responsável pelo desenho do edifício, que se mostrou muito desagradado.


José Mateus, um dos fundadores do gabinete de arquitetura responsável pelo desenho do edifício, escreveu, nas redes sociais, que sempre sentiu “admiração e respeito por Cristiano Ronaldo” que, entretanto, se “desmoronou num ápice”.


Para o arquiteto, a ação do jogador da Juventus em ter construído uma espécie de marquise no terraço é um “desrespeito e a conspurcação de forma ignóbil do nosso trabalho, da nossa arquitetura, sem ter cumulativamente a anuência dos arquitetos, dos vizinhos e sem projeto aprovado pela CML”.



Após os comentários que, entretanto, surgiram a propósito desta marquise, também a Câmara de Lisboa teve uma palavra a dizer sobre o assunto. E a verdade é que o projeto feito por Cristiano Ronaldo está mesmo ilegal.


A Câmara de Lisboa confirmou, em entrevista à SIC, que não existe qualquer pedido de autorização para alterações ao projeto original do arquiteto José Mateus e que se “vai averiguar a situação e agir em função dela”. Quer isto dizer que a tal marquise foi construída sem autorização.


Entretanto, Cristiano Ronaldo foi contactado pelo canal de Carnaxide, mas preferiu não fazer comentários.


Os arquitetos deste apartamento de luxo, que conta ainda com uma outra piscina interior, sauna, cinema e três quartos, exigem agora a demolição da marquise.


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