Professores dão aulas de saia para lutar contra a homofobia

O MOVIMENTO PARTIU DE UM PROFESSOR DEPOIS DE TER VISTO UM DOS SEUS ALUNOS EXPULSO DA ESCOLA POR USAR SAIA

Jéssica Santos


José Piñas é professor na mesma escola onde foi aluno, em Espanha, e assistiu a um episódio de discriminação, que foi de tal forma marcante, que o levou a tomar uma posição. Mikel, um dos seus alunos, foi expulso da escola depois de usar uma saia.


Sem conseguir ficar indiferente a esta situação, José Piñas começou a dar aulas de saia como forma de protesto à discriminação que o aluno foi alvo. Esta era uma realidade familiar ao professor, que em tempos também já tinha sido alvo de discriminação, na mesma escola, e por causa da sua orientação sexual. Apesar de terem sido causas diferentes, aluno e professor sentiram a discriminação da mesma forma.

“Há 20 anos sofri perseguições e insultos devido à minha orientação sexual no instituto onde hoje sou professor. Muitos dos meus professores olharam para o outro lado. Hoje quero juntar-me à causa do estudante Mikel”, escreveu no Twitter.



O movimento foi criado, #LaRopaNoTieneGénero (A roupa não tem género, em português), e influenciou outros professores a darem o mesmo passo. O objetivo era e é quebrar estereótipos e lutar contra a homofobia. E neste caso se o exemplo vier dos professores, mais impacto poderá ter na mentalidade dos alunos.


Por cá, os alunos da Escola Secundária de Carcavelos criou o “Dia da Saia” para mostrar que a roupa não só não tem género, como todos os alunos devem sentir-se confortáveis a usar aquilo que gostam.


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