Jogadoras de andebol de praia recusaram usar biquíni em prova por ser desconfortável e acabaram multadas

O ANDEBOL DE PRAIA PREVÊ QUE AS MULHERES USEM BIQUÍNI E QUE A PARTE INFERIOR DO EQUIPAMENTO NÃO DEVA COBRIR MAIS DE 10 CENTÍMETROS DA PARTE SUPERIOR DAS PERNAS

Jéssica Santos


Na semana passada, a seleção feminina de andebol de praia da Noruega entrou em campo para um jogo frente a Espanha, no Campeonato Europeu de Andebol de Praia, em Varna, na Bulgária. Vestiam um top encarnado e uns calções de licra azuis, que acabaram por estar no centro das atenções e gerar uma coima de mais de mil euros para a equipa.


Isto porque a modalidade de andebol de praia prevê que as mulheres usem biquÍni e que a parte inferior do equipamento não deva cobrir mais de 10 centímetros da parte superior das pernas para que haja "atratividade" e mais patrocínios. No entanto, a seleção norueguesa achou ser um equipamento sexista e desconfortável para se jogar andebol e decidiram usar uns calções de licra. Antes de tomarem esta decisão, tentaram contactar a Federação Europeia de Andebol, mas esta não se mostrou flexível: qualquer quebra no protocolo seria sempre punível com multa.

E assim foi. A Comissão Disciplinar disse, em comunicado, que decidiu aplicar uma multa de 150 euros por jogador, fazendo um total de 1.500 euros. A BBC avança que a Federação Norueguesa já se comprometeu a pagar a coima e quer apresentar uma moção para por fim a estas regras, pois defende que a roupa das jogadoras “deve ser uma escolha livre dentro de um quadro padronizado”.



O chefe da Federação Norueguesa de Andebol, Kare Geir Lio, diz ainda ao Washington Post que não só o equipamento não é o ideal para os movimentos do desporto, como é difícil recrutar atletas devido a essa mesma regra. Muitas dizem sentir-se desconfortáveis, nuas e observadas.


As regras em vigor serão discutidas pelos órgãos nos próximos meses e em breve poderá estar em cima da mesa uma alteração no vestuário das jogadoras.


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