Yusra Mardini empurrou a nado um barco de refugiados e agora é atleta olímpica

YUSRA MARDINI JUNTAMENTE COM A IRMÃ SARAH ORIENTARAM A NADO DURANTE 6 HORAS UM BARCO À DERIVA ATÉ ENCONTRAR TERRA


A vida dá muitas voltas. Todos o dizemos e é tão verdade! Yusra Mardini é um exemplo vivo de todas essas voltas que a vida dá. Há 6 anos, quando seguia numa embarcação com vários refugiados, Yusra, com apenas 17 anos, saltou para o mar e juntamente com a irmã Sarah empurraram o barco que, devido a uma falha no motor, estava à deriva em pleno Mediterrâneo.

Foram 3 longas horas de um esforço incrível destas duas irmãs até encontrar terra, na Grécia. Estávamos em 2015, altura em que centenas de refugiados chegavam à Europa por mar.


Yusra nasceu na Síria, nos arrabaldes de Damasco. Aqui, perto da capital, Yusra e a irmã Sarah começaram a praticar natação desde bem novas, motivadas pelo pai que era treinador. Em 2012, já estava federada e ainda participiou em algumas competições. No entanto, a guerra civil já era uma realidade, tal como os bombardeamentos e a destruição que tirou toda e qualquer normalidade à vida de tantas pessoas na Síria, como foi naturalmente o caso da família de Yusra e de Sarah.


Também a casa da atleta, onde vivia com a irmã e com os pais, foi destruída. E a piscina onde treinava igualmente. A guerra estava instalada e em 2015, no mês de agosto, Yusra e Sarah saíram de Damasco rumo a Istambul. Aqui estaria o “contacto” para a travessia até à Grécia.

E foi exatamente esta “passagem” que se tornou a viagem mais perigosa e aterradora das suas vidas. Iam de Esmirna, na Túrquia, para a ilha de Lesbos, na Grécia, quando o motor parou.

Então as duas irmãs, mergulharam nas águas do Mediterrâneo e empurraram a embarcação durante 3 longas horas até acostarem em Lesbos.

Salvaram todos os refugiados desse barco.

De Lesbos foram para Atenas. Estiveram na Macedónia, na Sérvia, na Hungria e na Áustria até que chegaram à Alemanha e em Munique conseguiram asilo.


Agora, Yusra Mardini é atleta olímpica de natação e está pela segunda vez numas olimpíadas. Foi porta-estandarte da Equipa Olímpica de Refugiados em Tóquio.


Que história de vida tão inspiradora!!


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