Instalação artística em Belém motiva críticas e elogios nas redes sociais

COM O NOME "O BARCO", ESTA INSTALAÇÃO ARTÍSTICA PRETENDE CHAMAR À ATENÇÃO PARA A ESCRAVATURA


A zona envolvente do MAAT, na zona de Belém, conta agora com uma escultura diferente e já contestada.


Trata-se de uma instalação artística compotsa por 140 blocos escuros que formam a silhueta de uma nau, intitulada “O Barco/The Boat”.

A inauguração deu-se no dia 3 de setembro e é um projeto da artista Grada Kilomba, que nasceu em Portugal e tem raízes em Angola e São Tomé e Príncipe.


A nova escultura tem o formato do fundo de uma nau, uma vez que, segundo o MAAT, quer mostrar “minuciosamente o espaço criado para acomodar os corpos de milhões de africanos, escravizados pelos impérios europeus.”


Se, para uns, um barco é associado à “glória, liberdade e expansão artística”, para a artista “um continente com milhões de pessoas não pode ser descoberto’ nem ‘um dos mais longos e horrendos capítulos da humanidade – a Escravatura – pode ser apagado’” e foi com esse propósito que criou esta instalação.




Sucede que esta obra está a ser alvo de muita contestação. Isto porque muitos portugueses consideram que a instalação artística é “uma anedota”, uma “palhaçada”, “ridículo” e ainda “contra-cultura”, entre vários outros comentários.



Do outro lado, há também quem elogie a obra dizendo que é uma forma de lembrar a história de Portugal, mesmo que tenha passado pela escravatura, e ainda que é um assunto “muito atual” e que merece ser discutido.



“O Barco” vai estar em Belém até dia 17 de outubro e é lá que o público pode visitá-lo. Os blocos de madeira queimada têm poemas, recordando histórias e pessoas esquecidas.


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