Panorâmico de Monsanto reabre, Lisboa ganha nova vista 360º

Desde 2 de Setembro que Lisboa tem mais um miradouro. O antigo restaurante panorâmico de Monsanto reabriu ao público, 16 anos depois do seu abandono, mas com uma nova função.

Com uma vista privilegiada sobre a cidade, o edifício tem um reconhecido valor histórico e agora pode ser visitado por todos. A entrada é gratuita e os visitantes podem usufruir do espaço entre as 9h00 e as 19h00, de segunda a domingo. Existe uma zona de estacionamento no interior do recinto, constatou a Renascença no local.

O edifício esteve a ser preparado para abrir ao público em condições de segurança, uma vez que ainda se encontra em estado de degradação. Durante os últimos meses, uma equipa da autarquia esteve a remover o entulho e as estruturas metálicas partidas, a emparedar algumas zonas e a colocar gradeamentos.


São sete mil metros quadrados numa localização privilegiada: o topo do Parque Florestal de Monsanto, de onde é possível ter uma vista de 360º sobre a cidade de Lisboa.

Inaugurado em 1968, o edifício foi inicialmente um restaurante. Ao longo dos anos, o espaço foi usado para vários fins, desde uma discoteca até um bingo, escritórios e armazém de materiais de construção.

Em 2001, fechou e, desde então, ficou entregue ao abandono.


Embora estivesse fechado, o recinto era visitado clandestinamente por muitas pessoas, até há pouco tempo. Durante o período de abandono, o espaço foi sendo vandalizado e, hoje em dia, encontra-se num elevado grau de degradação, com "graffitis" nas paredes e muitas estruturas partidas.

O edifício, projectado pelo arquitecto Chaves da Costa e propriedade da Câmara de Lisboa, contou com os contributos de artistas como Luís Dourdil e Manuela Madureira.

A recuperação do espaço tem estado na agenda política do município, mas os projectos têm-se acumulado, sem que cheguem a ser concretizados.


Na Assembleia Municipal de 11 de Julho, Fernando Medina remeteu a recuperação do edifício para um próximo mandato. Caso venha a manter o cargo, o presidente da Câmara lança a hipótese de ser criado um concurso de ideias sobre a utilização a dar a este equipamento.


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