Estão alguns notáveis portugueses dentro dos seus sepulcros, mas há 5 túmulos que estão vazios!

Antes porém, vamos saber o que têm o Panteão e as “obras de Santa Engrácia” em comum!

O Panteão Nacional ocupa o edifício que estava destinado ser a igreja de Santa Engrácia.

Esta igreja começou a ser construída em 1568 (no sítio de um antigo templo do século 12) para receber o relicário de Santa Engrácia. Sucede que a construção foi muito longa e só terminou quase 400 anos mais tarde, já no século 20.

É por isto que se diz a expressão “obras de Santa Engrácia” quando nos referimos a uma tarefa que leva muito tempo a fazer ou que até não chega a terminar!

Quando as obras de Santa Engrácia finalmente terminaram, nos anos 60 do século 20, na era de Salazar, o edifício já não era a igreja mas o Panteão Nacional, com a finalidade de receber os túmulos de figuras portuguesas que se notabilizaram e que levaram o nome de Portugal a todo o mundo, desde a política até à arte.

Mas, quem pensa que dentro de certos túmulos estão certos corpos, desengane-se!

As sepulturas de Luís de Camões, do Infante D. Henrique, de Afonso de Albuquerque, de Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral estão vazias! São apenas cenotáfios, ou seja, túmulos de homenagem a estes célebres portugueses, porém sem corpo.


Os notáveis portugueses que estão mesmo no Panteão, dentro das suas tumbas, são estes:


Almeida Garrett

Foi um grande escritor e dramaturgo português, nascido no Porto, e o introdutor do “romantismo” em Portugal. Morreu em Lisboa em 1854.


João de Deus

Ilustre pedagogo e autor da Cartilha Maternal, em 1876. Nasceu no Algarve e morreu em 1896.


Manuel de Arriaga

Primeiro presidente da república portuguesa, eleito em 1911. Morreu em 1917.


Sidónio Pais

Nasceu em Caminha e foi presidente da república em 1918.

Foi assassinado em 1918, durante o seu mandato.


Guerra Junqueiro

Grande figura da literatura portuguesa, morreu em 1923.


Teófilo Braga

Foi presidente da república, a seguir a Manuel de Arriaga. Destacou-se ainda na escrita, sobretudo em temáticas ligadas às tradições portuguesas. Morreu em 1924.


Óscar Carmona

Presidente da república em 1928, cargo que manteve até 1951.


Aquilino Ribeiro

Notável escritor português. Morreu em 1963.


Humberto Delgado

O “general sem medo” foi assassinado em 1965 e afirmava que, caso fosse eleito em 1958, demitiria Salazar.


Amália Rodrigues

A mais famosa fadista de todos os tempos, Amália levou o fado a todo o mundo, fez parte de filmes e entrou em peças de teatro. Morreu em 1999.


Sophia de Mello Breyner Andresen

Escritora e poetisa portuguesa, de uma grande sensibilidade literária, morreu em 2004.


Eusébio da Silva Ferreira

Nasceu em Lourenço Marques e foi um dos mais importantes futebolistas portugueses de sempre. Morreu em 2014.