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Mitos e Verdades sobre protetores solares

Com o calor a apertar o protetor solar torna-se fundamental, sobretudo num país tão solarengo como Portugal. Mas será que sabes tudo o que precisas sobre protetores solares e como escolher o indicado para ti?

Vamos tentar responder a algumas das tuas dúvidas, para que andes sempre protegida ou protegido!

1. O que é o fator de proteção solar (FPS)?

O fator de proteção solar é o número que encontras em todas as embalagens de protetor solar e que indica o grau de proteção daquele produto. O clássico 15, 30, 50 ou 6, se não tiveres amor à vida.

Este número é o resultado de uma conta simples: a quantidade de radiação UV capaz que provocar uma queimadura na tua pele, quando esta está sem proteção solar, a dividir pela quantidade de radição UV necessária quando tens proteção solar. O fator de proteção representa, assim, o tempo a mais que a pele fica protegida.

Trocado por miúdos: imagina que a tua pele demora 5 minutos a sofrer uma queimadura UV. Ao aplicares um fator de proteção 15 a tua pela estará protegida 15 vezes mais tempo. Ou seja, 75 minutos.

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2. Então isso significa que aplicar um protetor FPS 15 mais frequentemente protege tanto como aplicar um protetor FPS 50 apenas uma vez?

Em teoria, sim. Repara nestes dados:

  • FPS 15 bloqueia aproximadamente 93% da radiação UVB
  • FPS 30 bloqueia aproximadamente 97% da radiação UVB
  • FPS 50 bloqueia aproximadamente 98% da radiação UVB

A diferença é residual, ou seja, os níveis de proteção contra raios UVB são muito semelhantes. A variável aqui é mesmo o tempo de proteção. Mas, sejamos sinceros: quantas vezes é que aplicas protetor, durante o período em que estás na praia? Pois é... Por isso, não arrisques. Utiliza protetor FPS 50 e ficas à vontade.

Cai assim também por terra a teoria que "bronzeias mais" quando o fator de proteção é mais baixo. Já não tens é proteção. E, portanto, a tua pele está a sofrer uma queimadura solar.

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3. Ou seja, um protetor FPS 15 protege tanto como um FPS 50?

Não necessariamente. Aqui entra em jogo uma outra variável. É que, simplificando, as radiações solares dividem-se em UVB e UVA. As radiações UVB são as que provocam as clássicas queimaduras na pele. Mas as radiações UVA são bem mais perigosas, actuando a um nível molecular e contribuindo de forma significativa para o aumento do risco de cancro da pele.

E aqui, perdoa-me a expressão popular, é que temos a burra nas couves. Porque, por lei, a proteção solar UVA de um protetor solar tem de ser pelo menos 1/3 da proteção solar UVB. Palavras chave aqui: pelo menos.

Ou seja, no mínimo. E há muitas marcas que decidem só cumprir os mínimos. Seguindo a mesma lógica, um protetor FPS 15 pode ter uma proteção de raios UVA de apenas 5. Um protetor FPS 50 pode ter uma proteção UVA de apenas 17.

Pior: não é obrigatório colocar a informação relativa à proteção UVA nos rótulos. É um bocadinho uma roleta russa. Por isso, da próxima vez que fores comprar um protetor solar tenta comprar um que indique o nível de proteção UVA.

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4. E por último... os protetores podem mesmo ser 100% resistentes à água?

Hahahaha. Não.

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Isto já vai longo, mas a tua saúde não tem número de caracteres limite. Esperamos ter ajudado!

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