Qual é a história que está por detrás do dia 1 de maio?

CELEBRAMOS O DIA DO TRABALHADOR A 1 DE MAIO. FICA A SABER A HISTÓRIA POR DETRÁS DESTE DIA!

Ana Margarida Oliveira
Madalena Costa


O dia 1 de maio assinala, como sabemos, o dia do trabalhador e vamos ver como tudo começou, há 135 anos.


No dia 1 de maio de 1886, um grupo de trabalhadores saiu à rua para exigir melhores condições de trabalho, em Chicago, nos Estados Unidos.


Pode dizer-se que foi este primeiro acontecimento que deu origem à celebração de um dia dedicado ao trabalhador, mas, na verdade, a exigência por melhores condições de trabalho começou anos antes.


A História conta-nos que, ainda antes das manifestações de 1886, já se assinalava o dia do trabalhador, sem ele existir na realidade.


A primeira vez foi a 5 de setembro de 1882, uma terça-feira, quando a central sindical laboral (“Central Labor Union”) desafiou outras cidades e estados americanos a fazerem o mesmo. A verdade é que, em 1894, todos os estados comemoravam o dia do trabalhador em setembro.


É por essa razão que, ao contrário da maioria dos países que celebra este dia no primeiro de maio, os Estados Unidos assinalam o dia do trabalhador na primeira segunda-feira de setembro.


No nosso país, o dia do trabalhador começou a ser celebrado, tal como hoje o conhecemos, só depois do 25 de abril. No dia 1 de maio de 1974, mais de um milhão de portugueses comemoraram a data de norte a sul do país.



Explicados os antecedentes, vamos agora perceber onde tudo realmente começou!


O dia 1 de maio de 1886 ficou marcado por uma grande manifestação levada a cabo por vários trabalhadores que exigiam melhores condições de trabalho.


Estes trabalhadores costumavam trabalhar 17 a 18 horas sem existirem muitas horas para descanso. Como tal, o grupo decidiu organizar-se e anunciou uma greve geral, com o objetivo de protestar contra as condições em que trabalhavam.


A greve, que se estendeu por toda a cidade de Chicago, reuniu mais de 50 mil pessoas, mas acabou com o caos e o pânico instalados, feridos, mortos e detidos.


No mesmo mês, e apenas 3 dias depois, a 4 de maio, na praça Haymarket, em Chicago, os trabalhadores juntaram-se, mais uma vez, e protestaram agora contra a violência que a polícia tinha tido com os manifestantes no dia 1 de maio.


E também, mais uma vez, a concentração que deveria ser pacífica descambou em violência, com uma bomba a rebentar no local. O confronto entre a polícia e os manifestantes foi, de novo, inevitável.



Os dias que se seguiram foram vividos sob um ambiente muito tenso. Muito pressionada pela imprensa americana, que avançava que a culpa dos mortos e dos feridos era dos trabalhadores, a polícia não descansou até prender os supostos responsáveis pela manifestação de 4 de maio.


Mesmo sem provas, a polícia deteve oito homens - Albert Parsons, August Spies, Samuel Fielden, Oscar Neebe, Michael Schwab, George Engel, Adolph Fischer e Louis Lingg - que, ao que tudo indica, não estavam presentes nas manifestações, mas sabia-se que eram ativistas.


O processo terminou quando os supostos responsáveis receberam as suas sentenças.


Para além de assinalar as manifestações que aconteceram em Chicago, o dia 1 de maio celebra ainda a figura de São José Operário, o santo padroeiro dos trabalhadores.


Nunca é demais lutar pelos nossos direitos e celebrar, sobretudo, este dia! Por isso, fá-lo, mas com todos os cuidados que estes tempos exigem!


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