Paul McCartney e Taylor Swift – o dueto que a pandemia adiou!

PAUL MCCARTNEY E TAYLOR SWIFT ENTREVISTARAM-SE UM AO OUTRO PARA A “ROLLING STONE”. VÊ AQUI DO QUE É QUE FALARAM

Teresa Lage


“Ía convidar-te para tocarmos o “Shake it off “em Glastonbury!” Paul McCartney


Paul McCartney e Taylor Swift são dois dos mais populares compositores do mundo.

Ele tem 78 anos e ela 31, mas têm mais em comum do que possa parecer!

O ex Beatle e a cantora compositora norte americana, ambos com concertos marcados para o cinquentenário do Festival de Glastonbury em 2020… que a pandemia adiou, entrevistaram-se um ao outro, recentemente para uma nova série de conversas entre músicos promovida pela revista Rolling Stone.

Taylor é muito amiga de Stella, filha de Paul McCartney, (estilista famosa que desenhou muitas das suas roupas) e já se cruzou várias vezes com o ex Beatle em festas e cerimónias de prémios.

Nesta conversa que aconteceu em Londres, no escritório de McCartney, Paul e Taylor partilharam os seus segredos de composição, o que aprenderam com a pandemia e como viveram este confinamento que inspirou as novas músicas que Taylor Swift já lançou no álbum “Folklore” e Paul McCartney vai incluir em dezembro no disco “McCartney III”.



Nesta conversa publicada na edição da revista “Rolling Stone” de novembro, com fotos de Mary McCartney, (a outra filha ex Beatle), Paul e Taylor falaram, entre muitas outras coisas, de costura, carpintaria, canções, da família, dos amigos, dos seus confinamentos, dos seus discos nascidos da pandemia e de um dueto ao vivo que não chegou a acontecer em Glastonbury

McCartney e Swift eram, este ano dois dos cabeças de cartaz do Festival de Glastonbury, em Inglaterra, previsto para junho e adiado para 2021 devido à pandemia. Um Festival em que, segundo parece, cada um tinha pensado tocar com o outro…

Taylor Swift - Tinha sido tão bom tocar no 50º aniversário de Glastonbury

Paul McCartney - Pois tinha e eu ía convidar-te a tocar comigo

Taylor Swift- A sério? Eu tinha sonhado com isso e ía pedir-te

Paul McCartney - Eu ía tocar “Shake it Off”

Taylor Swift Oh meu Deus teria sido espetacular!

Paul McCartney Aprendi a tocar. É em Dó

Taylor Swift - Se este ano tudo tivesse corrido normalmente teríamos atuado os dois em Glastonbury, mas em vez disso, ambos fizemos novos discos em isolamento.

Estava com vontade que nos encontrássemos porque, as outras vezes que estivemos juntos em festas foram das noites mais divertidas da minha vida …com muita música e toda a gente a tocar!



Neste encontro promovido pela revista "Rolling Stone" , Taylor Swift e Paul McCartney falaram também sobre as músicas que gravaram em confinamento.

Taylor editou de surpresa, em julho – “Folklore”- um disco composto, por email, com Aaron Dessner dos National, durante o isolamento e McCartney, confinado em Inglaterra, em casa da filha Mary e dos netos, acabou por compor e gravar ‘McCartney III’- o álbum que, 40 anos depois, completa a trilogia iniciada com o seu primeiro disco a solo pós Beatles .

Paul McCartney – Tenho sorte porque tinha o meu estúdio a 20 minutos de casa.... Estava em confinamento numa quinta com a minha filha Mary, os seus 4 miúdos e o marido. Tinha comigo 4 dos meus netos, Mary que é uma ótima cozinheira e podia pegar no carro e ir todos os dias até ao estúdio.

E o teu disco? Tocas piano e guitarra!

Taylor Swift Sim, mas a maior parte foi composta com o Aaron Dessner que faz parte de uma banda de que gosto muito – os National.

Tinha-o encontrado num concerto e perguntado como é que ele compunha. Gosto muito de perguntar isso às pessoas de quem sou fã. E Aaron deu-me uma resposta interessante: “Como todos os elementos do grupo vivem em diferentes partes do mundo. Eu gravo as músicas, e depois mando-as ao vocalista, ao Matt e ele escreve uns versos e depois guardo o que tenho para usar depois.” Na altura pensei - Talvez um dia eu faça também isto. Talvez trabalhe um dia com o Aaron Dessner.

Por isso, quando começou o confinamento e eu fiquei presa em LA que não é o pior sítio para ficar confinado, mandei um email ao Aaron a perguntar se queria aproveitar para trabalhar porque precisava de fazer qualquer coisa mesmo que fossem canções que não servissem para nada.

Paul McCartneySim o importante era fazer qualquer coisa, mesmo que não fosse para usar mais tarde.

Taylor SwiftPois e aconteceu que ele também tinha estado a compor uns instrumentais, para não enlouquecer na pandemia. Mandou-me aí uns 30 e o primeiro que ouvi acabou por se tornar numa canção chamada “Cardigan”. Aaron foi acrescentando faixas à pasta eu fui escrevendo letras.

Tinha pensado lançar um álbum novo em janeiro de 2021 ou assim, mas acabei por lançar o disco logo em julho …porque não tinha de pensar como ia soar ao vivo, ou na radio. Não precisando de obedecer a todos esses critérios, tivemos “Folklore”

Paul McCartney - Estamos mais a fazer música para nós próprios. Deixa de ser um emprego.

A mim aconteceu-me algo parecido. Não fazia ideia que aquilo acabaria num álbum.

Gravava durante o dia e pensava :Vou levar isto para casa e, à noite, quando a Mary estiver a fazer o jantar e os miúdos andarem a brincar e alguém, talvez o Simon, marido da Mary, perguntar: “Então o que é que fez hoje?” eu vou pegar no meu telemóvel e mostrar o que gravei.

Foi o que fiz e acabou por se tornar num ritual, todas as noites, até aquilo começar a soar a um novo disco.

Taylor Swift- Isso é a história mais "acolhedora" que já ouvi!



Habituados a terem quem lhes faça tudo, uma das coisas que, tanto Paul McCartney como Taylor Swift mais apreciaram no confinamento foi poderem deitar eles próprios as mãos ao trabalho.

Paul contou a história da mesa de madeira que construiu na Escócia quando viveu isolado no campo com a família depois do fim dos Beatles e perguntou se era verdade que Taylor, fazendo jus ao seu nome tinha mesmo virado costureira no confinamento?

Taylor SwiftSim. Tenho muitas amigas grávidas…

Paul McCartney- Pois, estás na idade

Taylor Swift - E pensei: Neste tempo quero muito ter as mãos ocupadas a fazer qualquer coisa para as crianças. Por isso fiz um esquilo-voador de peluche que ofereci a uma amiga. Mandei um urso de peluche a outra e comecei a bordar pequenos cobertores de bebé. Começou a ficar tudo mesmo muito elaborado.

Também pintei muito!

Paul McCartney -Sim temos de continuar a ter sonhos especialmente este ano. É preciso ter alguma coisa para onde “escapar”.

É interessante porque o que acontece com este vírus e com os confinamentos faz-me muito lembrar os tempos da guerra. Acontece a toda a gente.

Não é como a Sida ou a Gripe das Aves que parecia que só aconteciam aos outros. Isto aconteceu a toda a gente em todo o mundo.

A segunda guerra mundial também aconteceu em Inglaterra aos meus pais e a toda a gente, à rainha, ao Churchill…. Foi uma guerra mundial. Fazíamos todos parte desse problema e tínhamos de arranjar maneira de o ultrapassar.

Agora também. Tu fizeste o “Folklore “e eu o “McCartney III.”


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