A tecnologia veio para ficar e em força. As crianças de hoje em dia já nascem conectadas ao wi-fi e, ainda antes de saberem falar, já sabem aceder ao youtube e colocar a sua música preferida. A verdade é que, hoje em dia, são raras as casas que não têm gadjets, como telemóveis, computadores ou tablets.


Trata-se de uma infância mais online e acessível, em que numa questão de segundos podem ver os seus conteúdos preferidos, sem ter de esperar pelo dia seguinte pelo novo episódio de desenhos animados. Apesar de os portugueses controlarem o tempo que os filhos passam online, não controlam tanto o tipo de conteúdos que eles pesquisam.



Segundo um inquérito, realizado pela Dashlane, uma aplicação para telemóvel e computador responsável por simplificar e proteger a identidade digital, cerca de 46% das crianças portuguesas, entre os 5 e os 12 anos de idade, não têm aplicações de controlo parental nos seus dispositivos. Ou seja, têm uma maior liberdade para pesquisarem o que querem, o que pode vir a ser prejudicial. A capacidade de entendimento e filtração da informação varia consoante as idades e, por isso, a vigilância online nunca é demais.


Esta pesquisa, que contou com a participação de 105 pais portugueses, revela ainda que 8 em cada 10 crianças portuguesas têm pelo menos um dispositivo eletrónico com acesso à internet. O tablet é o gadjet preferido (66,7%), seguido do telemóvel (57,1%) e do computador (50%).

E para que é que as crianças usam a tecnologia? Para quase tudo, menos para a escola


A maioria das crianças usa a tecnologia para jogar (84,5%), ver vídeos (78,6%), ouvir música (42,9%), trocar mensagens (27,4%), ir às redes sociais (21,4%) e fazer chamadas (11,9%). Para a escola, a utilização é quase nula.


Estamos quase todos permanentemente ligados, o que tem sido alvo de vários estudos. A tecnologia influencia-nos mais do que aquilo que julgamos. A forma como nos relacionamos uns com os outros, a forma de pensar e de nos expressarmos também mudou. É quase inevitável travar o uso da tecnologia nas crianças, quando o telemóvel tem o protagonismo que tem no nosso dia a dia. Mas há sempre formas de controlar.