Morreu Carlos do Carmo

CARLOS DO CARMO DESPEDIU-SE DOS PALCOS EM 2019, AO FIM DE MAIS DE 50 ANOS DE CARREIRA

Jéssica Santos


Infelizmente, o ano de 2021 começa com uma notícia triste para o mundo da música. Carlos do Carmos, de 81 anos, morreu esta manhã no hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde tinha dado entrada ontem com um aneurisma, avança o Expresso.


O fadista nasceu em Lisboa, a 21 de dezembro de 1939, e o fado sempre esteve presente na sua vida desde tenra idade. A mãe, Lucília do Carmo, era fadista e o pai era comerciante de livros, que mais tarde abriu a casa de fados "O Faia".


Em 1962, com a morte do pai, Carlos do Carmo assume a gerência da casa de fados da família e começa a atuar para os amigos e clientes mais frequentes, até que, em 1964, inicia a sua carreira artística.


"Os putos", "Lisboa, menina e moça", "Por morrer uma andorinha", "Bairro Alto", "Vem, não te atrases", "Pontas soltas", "O homem das castanhas", "Um homem na cidade" são alguns dos êxitos que marcaram a sua carreira.



Em 1997, recebeu o Grau de Comendador da Ordem do Infante Dom Henrique, pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio. Em 2014, foi reconhecido com um Grammy Latino de carreira. Em 2016, foi distinguido com o Grau de Grande Oficial da Ordem do Mérito e três anos depois com a medalha de mérito cultural. Estes são alguns dos muitos prémios que recebeu ao longo de mais de 50 anos de carreira.


O ano de 2019 marca a sua despedida dos palcos, com o último concerto da carreira, no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Carlos do Carmo anunciou o fim da sua carreira, através de uma publicação do Facebook, onde dizia que se despedia sem amarguras. "É o ano em que vou fazer 80 anos. 80 anos é uma idade. Será o ano da despedida, sem amarguras, sem azedumes."


Uma vida e uma carreira grandes que deixam um marco na história do fado e do país. A RFM dirige o seu profundo pesar à família.


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