Portugal vai entrar em estado de calamidade e estas são as novas medidas

O AUMENTO DE NOVOS CASOS DE COVID-19 LEVOU O GOVERNO A ADOTAR MEDIDAS ATÉ E DEPOIS DO NATAL E DO ANO NOVO


De junho a novembro, Portugal viveu um desconfinamento controlado e pacífico com uma taxa elevada de vacinação. No entanto, a chegada do outono e uma maior tendência para gripes e infeções respiratórias, o regresso presencial ao trabalho e às aulas, entre outros fatores, levaram a um aumento de novos casos de Covid-19.


Perante os números que têm marcado os últimos dias, o Conselho de Ministros discutiu e o primeiro-ministro deu a conhecer as novas medidas, esta quinta-feira. Em primeiro lugar, António Costa anunciou que o país vai voltar ao estado de calamidade a partir de 1 de dezembro. Até ao momento, Portugal está em estado de alerta.


A partir de 1 de dezembro, as novas medidas são:


- A máscara vai ser novamente obrigatória em espaços fechados e todos os recintos sem excepções definidas pela DGS.

- A administração da terceira dose vai ser reforçada, sendo esta uma das prioridades do Governo.

- A aproximação do Natal é sinónimo do regresso de muitos emigrantes a Portugal, o que poderá aumentar o risco de contágio. Assim, a apresentação de um teste negativo PCR - realizado nas últimas 72 horas - ou teste antigénio - realizado nas últimas 48 horas - vai ser obrigatória para todos os voos que cheguem a Portugal. As companhas aéreas vão enfrentar coimas de 20 mil euros por cada passageiro sem teste.

- O certificado digital de vacinação passa a ser obrigatório no acesso a:

  • Restaurantes;
  • Hotéis e alojamento local;
  • Eventos com lugares marcados;
  • Ginásios;

- Teste negativo passa a ser obrigatório (mesmo para vacinados) no acesso a:

  • Visitas a lares;
  • Visitas a pacientes internados em estabelecimentos de saúde;
  • Grandes eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e recintos desportivos;
  • Discotecas e bares


Após o Natal e o Ano Novo, vão ser adotadas novas regras. Assim, de 2 a 9 de janeiro:

  • Teletrabalho obrigatório;
  • Encerramento das creches;
  • Recomeço das aulas a 10 de janeiro; o adiamento vai ser compensado no Carnaval e na Páscoa;
  • Encerramento das discotecas;


O primeiro-ministro recomendou ainda, a partir de 1 de dezembro, o teletrabalho para evitar o excesso de contacto entre pessoas, e a testagem regular, sobretudo, antes de convívios e reuniões familiares.



Mais uma vez, vivemos tempos exigentes e desafiantes! Para os ultrapassarmos da melhor forma possível, dependemos dos cuidados uns dos outros.


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