Tatuar em animais é uma prática diária e comum, mas tem já os dias contados

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO RIO DE JANEIRO TOMOU UMA DECISÃO SOBRE AS TATUAGENS EM ANIMAIS E VAI PASSAR A PROIBI-LAS E A PUNIR QUEM AS FAZ

Madalena Costa


Para uns, é insólito, inédito e até chocante, mas, para outros, é uma prática comum e igual a tantas outras.


Tudo aquilo que envolve o bem-estar e a saúde de um animal é alvo de revolta e de críticas e, neste caso, percebe-se bem o porquê.


A prática de tatuar animais começou a ser comum em alguns países, como o Brasil e a Rússia, depois de se ver animais de rebanho a serem marcados com ferros quentes.


Os tempos evoluíram e esses animais passaram a ser identificados por brincos ou chips eletrónicos, mas, no Brasil, não se viu mudanças.


Desde então, muitos donos levam os seus animais de estimação a lojas de tatuagem, onde são sedados para serem marcados com frases e desenhos.



Apesar de muitos criticarem essa decisão, que coloca em risco a saúde do animal, não existia uma legislação que, até ao momento, a regulasse.


No entanto, durante esta semana, a assembleia legislativa do Rio de Janeiro aprovou uma lei que vai colocar um ponto final nessa prática.


A partir de agora, os donos de animais domésticos com tatuagens e piercings estão proibidos de o fazer e serão punidos. Assim, quem for apanhado com animais domésticos tatuados pode incorrer numa pena de até três anos de prisão. Já as lojas de tatuagem, que aceitem tatuar animais, podem ser multadas até aos 150 mil reais.


O projeto de lei surgiu depois de vários especialistas veterinários e ativistas dos direitos dos animais terem reportado um aumento desses casos no estado do Rio de Janeiro.


Nos últimos tempos, a prática levada a cabo por vários donos de animais domésticos tornou-se muito controversa e, finalmente, vê agora um fim à vista, pelo menos, no Rio de Janeiro.


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