Enfermeira cria técnica para confortar doentes e apelida-a de “mão de Deus”

A IDEIA DE UMA ENFERMEIRA ULTRAPASSOU FRONTEIRAS E ESTÁ A SER MUITO APLAUDIDA

Madalena Costa


Aos doentes infetados com Covid-19 e internados em qualquer hospital, que se veem impedidos de receber visitas, uma palavra ou um gesto de conforto é o necessário para melhorar – nem que seja um bocadinho – o dia.


E, na impossibilidade de os profissionais de saúde conseguirem chegar a todos, uma enfermeira criou uma forma original de dar conforto àqueles que mais precisam.


A ideia, apelidada como “mão de Deus”, partiu de uma enfermeira brasileira, Lidiane Melo, que trabalha no Sistema Único de Saúde do Brasil.


Como não conseguia medir a saturação de oxigénio de uma paciente, a enfermeira decidiu encher duas luvas de plástico com água quente, atando-as nas pontas dos dedos. Rapidamente, o problema ficou resolvido e a profissional de saúde conseguiu ver “melhor a saturação” e “melhorar a perfusão” da paciente.


No entanto, além dos fins medicinais, a iniciativa quis também conferir à doente a sensação de que alguém lhe está a dar a mão, uma vez que, devido à pandemia, esse contacto é-lhe negado.


A ideia já tem um ano, mas Lidiane Melo só decidiu, há poucas semanas, partilhá-la no Facebook e, rapidamente, viu-a a ser aplaudida em todo o mundo.



A imprensa internacional, como é o caso dos jornais La Reppublica ou Il Messaggero, deu conta da “mão de Deus” e, graças a isso, a ideia já está a ser replicada em centenas de hospitais.


De entre todos os elogios dirigidos à “mão de Deus”, destacam-se aqueles que enaltecem o facto de uma ideia tão simples conseguir fazer uma grande diferença para os doentes que anseiam por visitas e o conforto de familiares.


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