Após polémica, camisola poveira é um sucesso de vendas

NAS ÚLTIMAS SEMANAS, TÊM CHEGADO ENCOMENDAS DA CAMISOLA POVEIRA DOS QUATRO CANTOS MUNDOS E É JÁ UM SUCESSO

Madalena Costa


Após a polémica com a estilista norte-americana Tory Burch, ninguém ficou indiferente à tradicional camisola poveira, tanto cá dentro como lá fora.


Apesar de já contar com mais de 150 anos, a camisola poveira, uma peça típica da comunidade piscatória local, nunca tinha estado nas bocas no mundo como está atualmente.


Para tal contribuiu uma coleção lançada pela estilista norte-americana, onde constava uma réplica de uma camisola poveira, que era promovida como uma inspiração mexicana.



O orgulho poveiro falou mais alto e os portugueses rapidamente reclamaram a origem da camisola poveira. Esse foi o passo necessário que deu fama e notoriedade a uma peça que já estava a cair em desuso.


A prova disso mesmo é o pico de vendas que, nas últimas semanas, a camisola poveira registou, estando já a exportar para os quatro cantos do mundo.


Através da plataforma eletrónica Marketplace “É Bom Comprar Aqui!”, criada pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, muitos quiseram agarrar a oportunidade de ter um modelo original da camisola poveira e, com isso, apoiar os artesãos responsáveis pela sua produção.


A verdade é que não há mãos a medir para as encomendas que chegam. Nos últimos 15 dias, já foram recebidos mais de 300 pedidos de vários países, como a Suécia, Noruega, Canadá e Estados Unidos, de acordo com o Jornal de Notícias.


Com a chegada de cada vez mais encomendas, sentiu-se a necessidade de criar um centro de formação para acolher novos artesãos, que já está em marcha.


Cada camisola poveira demora 50 a 80 horas a tricotar e é, sem dúvida, por um grande gosto pela arte e pela história cultural do município que os artesãos locais desenvolvem este trabalho há mais de 150 anos.


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