As máscaras estão a dificultar o reconhecimento facial

O USO DE MÁSCARAS REPRESENTA UM GRANDE DESAFIO PARA OS SISTEMAS DE IDENTIFICAÇÃO

Jéssica Santos


O uso obrigatório de máscaras tem dificultado os mecanismos de reconhecimento facial. Com a população a usar diariamente máscaras, estes sistemas têm tido dificuldades em reconhecer as caras das pessoas.


Na Ásia, nomeadamente na China, Japão e Coreia do Sul, a tecnologia adaptou-se e foram feitas melhorias nos sistemas de identificação, que já conseguem reconhecer uma pessoa com máscara 95% das vezes.

No entanto, no Ocidente as máscaras estão a ser um desafio para este setor.

“Os algoritmos de identificação europeus com as melhores capacidades para este contexto apenas têm 100 mil fotografias, um número muito insuficiente”, explica Lorena Jaume-Palasi, fundadora da The Ethical Tech Society, ao El País.



O reconhecimento facial já é posto em causa quando um rosto escurece. Por isso, a máscara veio representar uma maior dificuldade neste sentido.


Por outro lado, a identificação de pessoas é um tema controverso, e invoca algumas questões éticas. O controlo social, através da tecnologia – o chamado Big Brother - é frequentemente associado ao condicionamento da liberdade de cada um.



Em Portugal, o reconhecimento facial é usado pelo Laboratório da Polícia Científica para controlo de cidadãos estrangeiros nos aeroportos.