Levar peluches para o espaço já é uma tradição e há uma explicação

O DINOSSAURO DE PELUCHE A BORDO DO FOGUETÃO DA SPACEX, LANÇADO ESTE DOMINGO, FOI O CENTRO DAS ATENÇÕES NAS REDES SOCIAIS

Jéssica Santos


O transporte de peluches em missões espaciais é já uma tradição e desengane-se quem acha que se trata de uma exigência dos astronautas. Há uma razão mais clara (mas não tão evidente para todos): Quando os peluches começam a flutuar, os astronautas sabem que entraram na gravidade zero. Desta forma, conseguem obter esta informação sem provocar danos no interior da cápsula.


O foguetão Falcon 9, da SpaceX, lançado este domingo, não levou apenas os astronautas Bob e Doug para o espaço. Dentro da cápsula seguia também um dinossauro de peluche com lantejoulas que foi o centro das atenções nas redes sociais.



Mas esta não é a primeira vez que a SpaceX transporta um peluche para a Estação Espacial. Em 2019, Elon Musk colocou, dentro da cápsula, um peluche com o formato do planeta terra nos voos de teste. Este peluche ainda está no espaço e deverá regressar quando Bob e Doug voltarem a terra, em setembro.



Outros peluches já participaram em outras missões no espaço.



A missão da SpaceX é fulcral para o futuro da exploração espacial. É a primeira vez, em nove anos, que astronautas partem dos Estados Unidos, e à boleia de uma empresa privada, até à Estação Espacial Internacional.


Desde a reforma do programa Space Shuttle que os astronautas da NASA tinham de ir ao espaço à boleia dos russos e pelo preço de 85 milhões de euros por lugar.

Se esta missão correr bem, poderá marcar o início dos voos destinados à Lua ou a Marte e, como o foguetão Falcon 9 é reutilizável, ajudará a baixar os custos destas viagens. Será o turismo espacial uma hipótese cada vez mais realista?