Foi há 69 anos que o Monte Evereste foi escalado pela primeira vez! Este feito histórico foi realizado por Tenzing Norgay e Edmund Hillary, em 1953. Estes alpinistas abriram o caminho para outros aventureiros, entre os quais, João Garcia, alpinista português, que chegou ao cume do Evereste, em 1999.
Só que a verdade é que é muito desafiante e para lá de difícil. Pela temperatura, pela falta de oxigénio e pelo vento que se sente lá em cima, a muitos metros de altura.
No dia do Monte Evereste, que se celebra precisamente na data em que ele foi escalado pela primeira vez, a 28 de maio de 1953, fica a saber a real dimensão do Monte Evereste e aquilo que por lá se encontra.
Afinal, quantos metros tem o Monte Evereste?
Foram anos e anos de disputa e ninguém se entendia: o Nepal dizia que o Monte Evereste tinha 8.848 metros - uma medição feita em 1954 - e a China dizia que tinha 8.844,43 metros - medição de 2005.
O motivo desta discórdia
É a montanha mais alta do mundo, mas também a mais poluída
Com a popularidade do Monte Evereste são cada vez mais os alpinistas que se desafiam a subi-lo. No entanto, com mais entusiastas do alpinismo a tentar escalar esta montanha, as rotas que conduzem até ao topo foram inundadas com lixo como garrafas de plástico, latas, embalagens de alimentos, resíduos de cozinha, garrafas de oxigénio descartadas e muito mais.
É realmente muito triste de ver e um atentado à natureza e ao ambiente. Por isso mesmo, um grupo de alpinistas no Nepal passou 47 dias a recolher e limpar mais de 2,2 toneladas de lixo espalhadas em redor do acampamento base do Monte Evereste.
A limpeza levada a cabo por este grupo de alpinistas, que mereceu muitos aplausos, aconteceu em abril do ano passado, numa altura em que a pandemia de Covid-19 restringiu a quantidade de turistas que podiam visitar o Monte Evereste.
Mais do que lixo, há também muitos cadáveres esquecidos
Muitos alpinistas têm o objetivo de escalar a montanha mais alta do mundo, mas essa tarefa é extremamente difícil e arriscada. É, por isso, que mais de 200 alpinistas já perderam a vida na subida ao Monte Evereste e os seus corpos permaneceram no local até ao momento.
Pode ser de estranhar, mas resgatar um cadável é difícil e muito caro, uma vez que custa entre 25 mil e 60 mil euros. Por norma, uma equipa de seis a dez Sherpas experientes desloca-se com garrafas de oxigénio e com a ajuda de um helicóptero consegue assim resgatar um cadáver.
Além do grande esforço físico exigido, os alpinistas estão também expostos a baixas temperaturas (que podem chegar aos 70 graus negativos) e a alta altitude.
A maioria das mortes ocorreu numa parte do trajeto conhecida como a "zona da morte". Está próxima do fim do trajeto e os alpinistas passam por ela através de um local estreito, onde existe apenas uma corda para subir até ao topo.