O que leva as pessoas a darem “ghost”?

HÁ TANTO PARA FALAR SOBRE ESTE ASSUNTO


Tu, que estás a ler este texto, de certeza que já sofreste deste mal do século XXI ou conheces alguém que tenha sido vítima do mesmo: “ghost”. É um problema deste século porque surgiu com o aparecimento de telemóveis e redes sociais.


Para quem não está a par do termo, dar ghost é, nada mais, nada menos, do que deixar de falar com alguém – neste caso deixar de responder às mensagens ou chamadas - de modo repentino e sem dar qualquer explicação.

Afinal, o que leva uma pessoa a “desaparecer” sem deixar rasto online? É um problema tão comum que alguns especialistas já se debruçaram sobre o assunto para tentar chegar a uma (várias) conclusão(ões).

Apesar de também se poder alastrar ao mundo da amizade, dar ghost recai mais sobre o campo amoroso.
Um estudo de 2016 da PlentyOfFish revela que quase 80% das pessoas, entre os 18 e os 33 anos, já sofreram “ghost”. Esta não é a forma ideal de por término a nada, nem é a mais recomendável, mas vamos tentar perceber o que a origina.


Falta de interesse


A pior, a mais cruel e aquela que não te sai da cabeça. A verdade é que quando estás a conhecer alguém e essa pessoa deixa de falar contigo do nada, a primeira coisa que tem vem à cabeça é que afinal ele ou ela não estava assim tão interessado em ti. E quando assim o é, o mais fácil - que não é necessariamente o mais correto - é desaparecer sem dar justificações.


Estar demasiado ocupado


Se é verdade que guardamos tempo para as coisas que nos são importantes, também é verdade que às vezes a vida atrapalha. Um momento difícil no trabalho ou questões familiares podem facilmente deixar-te sem vontade para conhecer alguém.
Assim, dar “ghost” não é a maneira mais eficaz de fazer as coisas, mas no momento pode parecer a menos complicada.


Acreditar no destino


Há quem viva com base no destino e isso, segundo este estudo, pode ter uma relação direta com a grande probabilidade de sofrer “ghost”. Em 2018, a psicóloga Gili Freedman realizou um estudo que concluiu que pessoas com crenças mais fortes sobre o destino tinham 60% mais chances de ver o "ghost”como uma forma aceitável de terminar um relacionamento.
Esta pode ser uma das razões. A pessoa simplesmente apercebe-se que não foram feitos um para o outro e deixa de responder.


O aparecimento de aplicações de encontros


As aplicações de encontros tornaram o “ghost” num processo mais fácil. O papel que a tecnologia desempenha no namoro pode fazer com que as pessoas se sintam mais desligadas do processo e com menos vontade de dedicar tempo a alguém.


O tempo


Há quem sinta que não deve nada à outra pessoa, incluindo uma conversa a explicar porque é que deixou de falar, porque se conheceram durante pouco tempo e sem grande envolvimento emocional. Por isso, algumas pessoas defendem que, neste caso, não há necessidade de explicação.


Lembranças do passado


Certas pessoas podem suscitar emoções diferentes noutras e trazer à memória coisas/pessoas do passado. O especialista Ivie-Williams usa esse exemplo para explicar o “ghost”. A pessoa sente, por isso, necessidade de cortar relações e o “ghost” pode ser a via mais fácil, pois não exige mais nenhum tipo de contacto.


Ao sofrerem “ghost”, muitas pessoas tendem a sentirem-se inseguras e com muitas dúvidas ao invés da pessoa que o fez. A verdade é que, no campo amoroso, nem tudo o que acontece é da tua responsabilidade e, por isso, não há nenhum truque ou fórmula mágica que te proteja de um possível “ghost”. Apenas a certeza que não controlas as ações, pensamentos e atitudes dos outros e que o tempo cura quase tudo.


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