Tens um filho adolescente que não ouve aquilo que dizes? Não é por má vontade, explica este estudo

NEM SEMPRE É MÁ VONTADE QUANDO OS ADOLESCENTES IGNORAM AQUILO QUE AS MÃES DIZEM. HÁ OUTRAS RAZÕES AGORA EXPLICADAS POR UM ESTUDO

Jéssica Santos


Quantas vezes dás por ti a tentar falar com o teu filho adolescente e a não ser ouvida por ele? Ou quantas vezes foste repreendido pela tua mãe por não a estares a ouvir, quando eras mais novo?


A adolescência é conhecida por ser uma fase desafiante, tanto para os pais como para os filhos. Porém, é também uma viagem fascinante, onde vivemos alguns dos nossos melhores momentos e que guardamos com muito carinho. Há coisas que só se fazem na adolescência e que não se voltam a repetir e é isso que torna esta altura tão especial.

Ignorar aquilo que os nossos pais dizem é um dos traços que marcam a adolescência da maioria das pessoas. Já todos passámos por aquela fase em que achamos que somos os maiores e que sabemos tudo e muito mais do que os nossos pais. Estás a acenar a cabeça a concordar e a identificar-te com o que lês?

Então fica a saber que muitas das vezes em que não ouviste os teus pais ou os ignoraste não foi por má vontade, mas sim porque o teu cérebro estava a passar por uma fase específica comprovada agora cientificamente.



Um estudo publicado na Journal of Neuroscience revelou que, aos 13 anos, os cérebros dos adolescentes começam a deixar de prestar tanta atenção às vozes das mães e passam a preferir vozes que não lhes sejam familiares.


A Universidade de Stanford analisou ressonâncias magnéticas de vários adolescentes entre os 13 e os 16 anos e que foram criados pelas suas mães biológicas. Para o estudo, os investigadores gravaram as mães a dizerem três palavras sem sentido - para os jovens não criarem uma ligação emocional com o que estava a ser dito - e que duraram menos de um segundo, e o mesmo com duas mulheres desconhecidas.

As ressonâncias magnéticas mostraram que, quando apresentados a uma gravação da voz da sua mãe, a atividade cerebral dos participantes mostrava-se menos ativa nos centros de recompensa do cérebro, em comparação com a voz de desconhecidos.

O mesmo aconteceu com o córtex pré-frontal, que é a parte do cérebro que ajuda a determinar qual informação social é mais valiosa.

E mais!
Os investigadores perceberam que os cérebros das crianças com menos de 12 anos são mais sensíveis às vozes de suas mães e com o passar do tempo, e com o crescimento, isso vai-se alterando. "Assim como uma criança sabe sintonizar a voz de sua mãe, um adolescente sabe sintonizar novas vozes", explica o psiquiatra Daniel Abrams, da Universidade de Stanford.



"Quando se é adolescente, não se tem a consciência que se está a fazer isso. Estamos apenas a ser nós próprios: temos os nossos amigos, conhecemos novas pessoas e só queremos passar tempo com eles. A mente está cada vez mais sensível e atraída por essas vozes desconhecidas."


Os investigadores explicam isto como um sinal de que o cérebro adolescente está a desenvolver as suas competências sociais. Por outras palavras, um adolescente não se fecha intencionalmente à sua família; o seu cérebro está apenas a amadurecer de forma saudável.

Este estudo explica ainda que para crianças pequenas a voz da mãe desempenha um papel importante na sua saúde e desenvolvimento, impactando os seus níveis de stress, seu vínculo social, habilidades de alimentação e desenvolvimento da fala. Portanto, faz sentido que o cérebro de uma criança esteja especialmente sintonizado com a voz dos seus pais. No entanto, chega a um ponto em que ouvir outras pessoas, para além da mãe, é vantajoso e contribui para o nosso crescimento saudável.


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