Queen – Onde anda o baixista que não quer aparecer?

Teresa Lage


No meio de todo este turbilhão de galardões, homenagens e noticias à volta dos Queen, Freddie Mercury e do filme Bohemian Rapsody há um elemento do grupo que não fala nem aparece!



John Deacon, o baixista dos Queen desapareceu há muito dos palcos e das notícias. Não esteve no Rock in Roll Hall of Fame quando o grupo foi introduzido em 2001, não participou nos regressos do grupo aos palcos com Paul Rodgers ou Adam Lambert, não colaborou no filme Bohemian Rapsody, não esteve estreia ou na cerimónia dos Globos de Ouro em que o filme foi galardoado.



Após a morte de Freddie Mercury em 1991, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor continuaram a gravar e a tocar ao vivo mas Deacon saiu completamente de cena. Muito impressionado com a morte de Mercury, sobre o futuro dos Queen John Deacon comentou "Acho que ficamos por aqui. Não faz sentido continuar. É impossível substituir Freddie”



Assim depois da morte de Freddie Mercury, Deacon só tocou mais 4 vezes ao vivo com os Queen- Em 1992 no concerto de homenagem a Freddie Mercury em Wembley, num espetáculo de solidariedade com Roger Taylor em 1993 e, em 1997, na inauguração do Ballet Bejart em Paris em que tocou com Elton John “The show must go on”. Ainda nesse ano voltou a estúdio com os Queen para gravar a última música do grupo 'No-One but You (Only the Good Die Young)', para o album, Queen Rocks e retirou-se da música para sempre.



O baixista que compôs para os Queen sucessos como "Another One Bites the Dust," "Under Pressure", "You're My Best Friend" 'I Want to Break Free´, 'Friends Will Be Friends” vive hoje em Londres na zona de Putney, com a mulher Veronica Tetzlaff, com quem casou em 1975 e de quem teve seis filhos. John vive na mesma casa que comprou com o primeiro dinheiro que ganhou com os Queen e nem os vizinhos dão por ele .“ Os meus hobbies são beber chá e ter filhos” , disse numa entrevista há uns anos.



Bryan May diz que Deacon continua envolvido nos negócios dos Queen e que deu a sua aprovação ao filme “Bohemian Rapsody” mas que o amigo, que descreve como "uma pessoa um pouco frágil", se retirou por completo de todo o tipo de vida social


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