Passaporte português é um dos melhores do mundo. Sabes porquê?

ANTÓNIO MENDES

Ah… viajar!!! Seja um salto de fim de semana para sacar as fotos, por no Instagram e vir embora, seja uma estadia mais prolongada para conhecer a fundo uma região, viajar é das melhores coisas da vida.

Na Europa de Schengen nem damos por ele, mas, para viajar para outros sítios do mundo, o passaporte é um documento imprescindível. Felizmente que o português é dos melhores do mundo. Simplesmente porque nos dá acesso a 184 países sem necessidade de visto prévio.

É isto que diz o Henley Passaport Index, um ranking de passaportes de acordo com o número de países a que dão acesso sem necessidade de visto prévio. O ranking é baseado em dados da International Air Transportation Association (IATA), a associação que mantém a maior e mais precisa base de dados com informação sobre viagens. O estudo inclui 199 passaportes e 227 destinos, incluindo microestados e outros territórios.

À nossa frente estão países como o Japão e Singapura (189 países), Finlândia, Alemanha e Coreia do Sul (187), Dinamarca, Itália e Luxemburgo (186) e Franca, Espanha e Suíça (185). Com acesso sem visto prévio a 184 países, estamos ao lado de países como Áustria, Holanda e Suíça, o que nos dá o quinto lugar no ranking global. Catita.

Isto não significa que os possuidores de passaporte português não consigam entrar noutros países. Fora da lista dos 184 estão países como a Federação Russa, a India, Cuba ou a China onde podemos entrar se pedirmos antecipadamente um visto que, normalmente, é dado sem grandes complicações. Por exemplo, nestes quatro casos, basta ir às suas representações diplomáticas em Portugal, preencher os formulários, pagar o que houver a pagar e esperar uns dias.

No fundo da lista estão países como o Afeganistão (25), o Iraque (27) ou a Síria (29).




No seu relatório mais recente, o Henley Passaport Index afirma que o Reino Unido tem tido uma posição de destaque, ao longo dos 14 anos de publicação do estudo, sempre nos cinco primeiros lugares. No entanto, com a sua saída iminente da União Europeia, a sua posição é cada vez mais incerta, dizem. O Brexit ainda não teve um impacto direto na posição do Reino Unido (6º) no ranking, mas os responsáveis do estudo concluem que há uma forte possibilidade de tal acontecer.

É também interessante perceber que existe uma ligação entre “visa openness” e democracia. Uğur Altundal e Ömer Zarpli, investigadores de ciência política da Universidade de Syracuse e da Universidade de Pittsburgh, respetivamente, descobriram que existe uma ligação direta entre abertura de vistos e democracia. A investigação de Altundal e Zarpli mostra mesmo a mobilidade de curto prazo, que representa 85% de todos os cruzamentos fronteiriços, pode influenciar positivamente a abertura política e a democratização.

Contrariamente, países que avançam no sentido do isolacionismo nacionalista tendem a baixar no Henley Passaport Index, uma vez que tipicamente impõem medidas que levam a uma maior dificuldade de cruzamento das suas fronteiras.

Os investigadores concluem ainda que os países que ocupam o topo da lista são aqueles que tendem a apresentar um maior crescimento económico e maior integração social.

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