As famílias que brincam são as mais felizes

TER MAIS DO QUE TRÊS FILHOS E BRINCAR COM ELES PODE SER UMA ÓTIMA “DOR DE CABEÇA” E FAZER MARAVILHAS NA DINÂMICA FAMILIAR

Jéssica Santos


A família é para muitos o porto de abrigo, o pilar e fonte de inspiração. E por família podemos entender aqueles que educaram e que acompanharam o nosso crescimento, mas também aqueles que escolhemos para fazer parte da nossa jornada: os amigos. A todas as pessoas que são família para ti – seja de sangue ou de coração – homenageia-os neste dia 15 de maio, Dia Internacional da Família.


E parece que as família que mais brincam são as mais felizes. Dizem os estudos e o senso comum. Por vezes, nem sempre é fácil encaixar a nossa rotina na dos mais pequenos, mas fazer disso uma prioridade – ainda que por pouco tempo - pode fazer maravilhas na dinâmica familiar. Vários estudos afirmam que as famílias que disponibilizam mais tempo para brincar com os mais pequenos são as mais felizes.


Brincar é um momento para desenvolver a cumplicidade


Brincar aproxima os pais dos filhos, melhora a comunicação e a autoestima das crianças. É um momento em que a realidade, com as suas devidas obrigações e responsabilidades, fica em suspenso, para que se dê lugar ao mundo da magia e da imaginação.



Os mais novos acabam também por desenvolver habilidades sociais e o sentimento de empatia. Além disso, aprendem também a lidar com a frustração de, por vezes, perderem nos jogos. É importante não as deixar ganharem sempre, porque na vida, tal como nos jogos, também se pode sair derrotado.


Os pais também beneficiam com a brincadeira


E não são só os filhos que beneficiam. Os pais também podem aprender, e muito, ao brincar com os mais pequenos. Ficam a conhecer melhor os filhos através das suas preferências nos jogos, da forma como jogam e como lidam com a vitória e a derrota.

Outros estudos referem ainda que os pais com mais de três filhos são os mais felizes. A Universidade Edith Cowan, na Austrália, entrevistou, durante cinco anos, 950 pais e concluiu que ter muitos filhos é uma ótima “dor de cabeça”.



Para os pais de famílias grandes, a felicidade está no facto de a casa estar sempre cheia e de existirem vários motivos para comemorar.


Mas quais são as características que as família felizes têm em comum?


Com mais de três filhos, ou menos, há características comuns nas famílias felizes. Estas não são novidade para ninguém, mas nunca é demais invocá-las, porque facilmente são esquecidas na lufa-lufa quotidiana.

Vários especialistas, nomeadamente psicólogos, estabelecem aquelas que devem ser as prioridades no seio familiar.

É muito importante saber desligar e ter momentos de lazer com a família. Passear, ver filmes, brincar.



E para isso é preciso ter tempo. Mostrar disponibilidade tanto para conversar, brincar ou fazer os trabalhos de casa fortalece o vínculo familiar.



A comunicação é, como em tudo na vida, essencial para a felicidade de uma família. Não só se fica a conhecer melhor a pessoa, como fortalece ainda mais as relações. O respeito pelo outro e pelo espaço de cada um é a regra de ouro. Partilhar a casa não tem de ser uma dor de cabeça, se houver respeito.


Gerir uma família também pede tolerância. Uma família não é composta por pessoas iguais: são seres individuais, com os seus interesses e valores.



Hoje em dia, é muito fácil ser-se julgado pela forma como se é pai ou mãe. Corremos todos para alcançar o pódio de família perfeita, mas o essencial está nas pequenas coisas. Não existem pais ideais, mas pais bons o suficiente. É importante passar tempo com os filhos, mas sem nunca esquecermo-nos de nós próprios.


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