Os jovens, cada vez mais, têm problemas em sair do “ninho”. Muitos dos que já tinham saído rapidamente estão a voltar, pelo menos nos Estados Unidos, de acordo com os resultados de um inquérito da Pollfish para a PropertyManagement.com, citado pela Bloomberg e pelo Público. Foram questionados 1200 millennials. Os resultados são intrigantes, na população entre os 26 e 41 anos: um em cada quatro jovens vive com os pais.


São 18 milhões os norte-americanos que ainda vivem com os pais. As dificuldades financeiras são o principal motivo, mas juntam-se outros como, querer juntar dinheiro, não conseguir pagar a renda, tomar conta dos pais, gostar de viver com os pais, problemas de saúdes pessoais, perder o trabalho ou medo de perder o trabalho.


A pandemia foi o mote para as perdas de emprego e o aumento de custos dos imóveis. Um estudo da Pew Research Center, de 2020, descobriu que. nesta altura. havia mais jovens entre os 18 e os 29 anos a morar com os pais do que durante a Grande Depressão.

Devido ao atual clima económico, 54% da Geração Z têm optado por morar com os pais e muitos assumem que ainda não se sentem prontos para ser adultos.




Um jovem de 27 anos mudou-se para casa dos pais, em Nova Iorque, e sentiu vergonha ao ter que dizer a outras pessoas que ainda morava em casa dos pais. Para ele, não era socialmente aceitável com esta idade morar com os progenitores. Num apartamento com ótimas condições, sem pagar renda, mas a fazer as suas próprias compras e a ajudar nas despesas domésticas, ganhou qualidade de vida mas perdeu liberdade.


Apesar de morarem em casa dos pais, 91% dos jovens entrevistados, de acordo com NY Post, dizem que estariam “muito” ou “um pouco” predispostos a mudar de casa.

Os fatores variam de situação para situação, mas o que é certo é que o dinheiro é o maior motivo para este acontecimento, segundo demonstra este estudo sobre a realidade norte-americana.