Google pode vir a cortar o salário das pessoas que estão em teletrabalho

ESTA NOVA MEDIDA DE CÁLCULO SALARIAL ESTÁ A GERAR ALGUMA POLÉMICA JUNTOS DOS TRABALHADORES DA GOOGLE

Jéssica Santos


A pandemia trouxe novas formas de trabalho para a maioria das empresas. O teletrabalho virou regra e para muitos veio para ficar. Mesmo num futuro sem pandemia, há quem projete adotar este método na vida profissional. A verdade é que há alguns benefícios a retirar como o não ter de perder tempo no trânsito, uma maior organização, produtividade e concentração. Claro que estes são fatores que dependem da perspetiva de cada um.


Na Google, nos Estados Unidos, poderá vir a ser imposto um novo modelo de cálculo salarial, em que os funcionários que optarem pelo teletrabalho permanente podem vir a ter um corte no salário, segundo avança a Reuters. Os trabalhadores que vivem em zonas mais longínquas do seu local de trabalho irão sofrer um corte salarial maior. Já os que vivem na cidade onde o escritório está localizado, não sofrerão nenhum corte salarial. Ou seja, os colaboradores que vão presencialmente ao escritório de Nova Iorque serão pagos da mesma forma que os colaboradores que trabalham remotamente a partir de outro local dentro da cidade de Nova Iorque.



Esta é uma nova medida que, na perspetiva do sociólogo Jake Rosenfeld, não faz sentido, uma vez que a Google manteve os salários a 100% durante a pandemia. “Não é como se a empresa não fosse capaz de garantir os salários aos trabalhadores que escolherem trabalharem de forma remota", disse ao The Guardian.


Se um funcionário de um condado próximo do escritório de Seattle, escolhesse ficar em teletrabalho permanentemente sofreria uma redução de 10% do seu salário. Como é o caso do testemunho citado pela Reuters, que optou por continuar a ir para o trabalho todos os dias e fazer duas horas de comboio para manter o seu ordenado.


  • Partilha:

Top