Em forma de protesto, português leva o pai ao colo para fazer curativo

O PROTESTO SURGIU DEPOIS DE O PAI TER PERDIDO OS CUIDADOS DE SAÚDE QUE TINHA AO DOMICÍLIO

Madalena Costa


Esta é uma história que está a causar alguma indignação. Tudo aconteceu em Aguiar de Sousa, uma freguesia em Paredes, onde vive José Martins Duarte, de 79 anos.


Diabético, com 95% de incapacidade e, depois de dois AVC, este pai é agora transportado pelo próprio filho até ao Centro de Saúde de Paredes, uma vez que lhe foram retirados os tratamentos ao domicílio.


E, por isso, o filho, José Duarte, viu-se obrigado a carregar às costas o seu próprio pai, em forma de protesto.



O protesto surge desta forma, uma vez que o agrupamento de Centros de Saúde afirma que o homem não reúne os critérios necessários para ser assistido em casa.


Tal como o Jornal de Notícias dá conta, foi ao terceiro tratamento ao domicílio que o filho foi informado de que o seu “pai teria de passar a fazer os curativos na Unidade de Saúde Familiar Nova Era, em Sobreira.”


As justificações do filho para tal acontecer são, ao que parece, uma “retaliação por ter feito uma advertência a uma enfermeira da equipa que faz os tratamentos em casa”. No entanto, do lado do Agrupamento de Centros de Saúde, surge uma outra justificação, que defende que o “utente se deslocava por meios próprios para a fisioterapia, pelo que não reunia critérios para tratamentos no domicílio”, de acordo com o Jornal das Notícias.


Apesar das diferentes justificações, as redes sociais indignaram-se com a forma como este homem deixou de ter apoio ao domicílio e elogiaram o protesto do seu filho. Muitos internautas definiram a situação como “inacreditável”, “uma vergonha nacional” e ainda dirigiram críticas ao SNS.


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