Com a raquete na boca e a fazer serviços com os pés. Para Ibrahim Hamadtou nada é impossível

A HISTÓRIA DE IBRAHIM HAMADTOU É UMA DAS MAIS INSPIRADORAS DESTES JOGOS PARALÍMPICOS

Jéssica Santos


Não há limites físicos que se impõem, quando se faz o que mais se gosta.

Ibrahim Hamadtou surpreendeu e mostrou a todos aqueles que lhe disseram que não seria capaz de voltar a competir, depois de ter perdido os dois braços num acidente de comboio, que estavam errados.


O atleta é o rosto de uma das histórias mais inspiradoras destes Jogos Paralímpicos.
Ibrahim Hamadtou tinha 10 anos quando perdeu os dois braços num acidente de comboio. Durante um ano, só saía de casa à noite para não ter de enfrentar a expressão de pena das pessoas, quando o viam. O primeiro desporto que experimentou foi o futebol, pelas razões mais óbvias. Só que a dificuldade em equilibrar-se fazia com que se magoasse frequentemente. Ibrahim Hamadtou optou por deixar o futebol e tentar o ténis de mesa. Começou a desenvolver um grande interesse por esta modalidade, mas nem sempre o encorajaram a tentar. Num dos jogos, um colega disse-lhe que ele não poderia jogar e foi isso que lhe deu a força e coragem para persistir e continuar na luta por este sonho.

Durante três anos treinou arduamente para hoje conseguir jogar com a raquete na boca e auxiliar alguns toques na bola com os pés.



Também foi graças a essa dedicação e persistência que começou a participar em campeonatos e a ganhar medalhas. O sonho dos Jogos Paralímpicos aconteceu em 2016, no Rio de Janeiro. Lá, deixou uma mensagem de esperança: “Quero dizer a todos que nada é impossível e que todos devem trabalhar arduamente pelo que amam e pelo que acham que é bom para vocês. A deficiência não está nos braços ou nas pernas, a deficiência é não perseverar naquilo que gostarias de fazer".


Hoje, aos 48 anos, o atleta que nasceu em Damietta, no Egito, mostrou que o esforço é sempre compensado. Não há sonhos impossíveis.


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